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Na Contramão do Burnout

Você já pesquisou sobre os sintomas de burnout? E sobre como preveni-lo?

Provavelmente, se fizéssemos uma enquete, a resposta “sim” para a primeira pergunta teria maior recorrência do que para a segunda. Em 2024, o índice de buscas relacionadas a esse distúrbio emocional aumentou mais de 80%, segundo uma pesquisa Segundo uma pesquisa da Semrush, plataforma de marketing digital especializada em visibilidade online. Alguns fatores explicam esse crescimento, como o reconhecimento da Síndrome de Burnout pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 2022, como doença ocupacional. Além disso, a pandemia exacerbou os índices de estresse no trabalho, agravando os efeitos de demandas sociais, adoecimento físico e o medo coletivo que tomou conta do mundo inteiro.

O que é a Síndrome de Burnout?

De maneira simples, podemos definir a Síndrome de Burnout como o nível extremo de estresse causado pelo ambiente de trabalho, resultando em sérios prejuízos à saúde física, mental e emocional. Porém, como podemos pensar em promover a saúde e agir na contramão da doença em um mundo onde o sofrimento no ambiente de trabalho continua crescendo? Em um cenário onde as condições de bem-estar no trabalho são constantemente reduzidas e onde grupos socialmente vulneráveis precisam fazer um esforço extra para sobreviver em ambientes insalubres?

Reflita sobre o que está em nossas mãos.

Quando pensei pela primeira vez na expressão “na contramão do burnout”, há cerca de três anos, não tinha a pretensão de oferecer uma receita pronta com dicas irreais. Minha reflexão tem sido mais sobre provocar nas pessoas a questão: *até onde podemos agir em busca da redução da precariedade nas relações de trabalho?* Como podemos fortalecer as estratégias que estão ao nosso alcance para antecipar um quadro crítico de esgotamento?

A relação com o trabalho é um ponto chave.

Compreender como nos relacionamos com o trabalho pode ser um ponto de partida importante. Criar um vínculo indissolúvel com algumas formas de trabalho pode ser uma armadilha, que desenvolve uma relação alienante e até doentia. Precisamos questionar: *Até que ponto o trabalho ocupa um espaço saudável em nossas vidas?*

Escute seu corpo.

Outro aspecto crucial é ter consciência do próprio corpo e não ignorar seus sinais. Muitas vezes, esses sinais são sutis, mas devem ser levados a sério. Não é normal ter dor de cabeça todos os dias, não é normal sofrer com insônia e muito menos precisar fazer as refeições de forma apressada. Esses são apenas alguns exemplos de que algo precisa ser alterado em nossa rotina.

A promoção da saúde: um pilar essencial.

Promover a saúde é fundamental para não chegarmos ao limite. Vale a pena refletir sobre ações simples que podemos manter no dia a dia, como:

  • Praticar ao menos 22 minutos de atividade física por dia (como recomenda a OMS)
  • Beber ao menos 2 litros de água por dia
  • Parar para almoçar com calma, sem pressa

Desigualdade social e desafios no Brasil.

Em um país com grande desigualdade social, como o Brasil, precisamos reconhecer que as realidades de trabalho são diversas. Para muitas pessoas, sair de condições de trabalho insalubres é um grande desafio, já que faltam oportunidades que viabilizem o autocuidado. Para muitas, o simples fato de garantir uma renda para a sobrevivência já é uma forma de autocuidado. Portanto, é urgente que pensemos que ir na contramão do burnout também exige um compromisso social coletivo. Contribuir para uma mudança social mais equânime está ligado a ações de todos nós: desde como tratamos os trabalhadores em diferentes condições sociais até como pensamos e participamos do debate sobre políticas que busquem condições de trabalho mais humanizadas.

É possível evitar o Burnout?

Pode parecer utópico acreditar que é possível evitar o Burnout, mas se fizermos pausas periódicas para refletir sobre como estamos nos relacionando com o trabalho, podemos identificar o que definitivamente não queremos vivenciar. Essa crítica interna pode nos ajudar a tomar decisões, priorizar nosso bem-estar e até adiar certos compromissos. Pode ser que algumas coisas fiquem para trás, mas vale lembrar que esse processo de priorizar você mesmo(a) é fundamental para uma vida mais saudável e equilibrada.